Segue versão quase oficial do documentário.
Mal de Lázaro, Morfeia, Lepra, Hanseníase, Mal de Hansen, são alguns termos que traduzem, historicamente, a motivação para exclusão da pessoa acometida por tal doença, peste ou pecado
Embora considerada problema de saúde pública no Brasil dede o início do século XX, a construção de uma política de combate à doença só se deu a partir do primeiro governo de Getúlio Vargas, na década de 1930.
Em nome de uma política antileprótica implementada pelo Governo Federal do Brasil na década de 1930, sob o discurso de um “bem maior”, milhares de pessoas, em sua grande maioria pobres e analfabetas, foram condenadas à morte social, sendo encarceradas em leprosários espalhados por todo território nacional.
A crença construída de uma doença incurável e o medo de contaminar entes queridos traduzia no doente um sentimento de auto aprisionamento, somatizando a dor física provocada pela consequência da doença, a dor social, pelo aparto do convívio familiar, social e profissional e fraqueza espiritual, provocada pela insígnia do pecado encarnado.
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